Disputa, contato físico,
arranques, excesso de treinos entre outras, são coisas facilmente encontradas
no futebol. O que essas palavras têm em comum? A grande chance de causarem
lesões. O futebol, tanto profissional como amador, é uma modalidade que exige
dos praticantes um esforço geral do corpo. E por consequência, podem resultar
desde fadiga até lesões de alta complexidade.
Todos os esportes têm seu
grau de dificuldades e como consequência, de lesões. O futebol não foge a isso.
O grau de lesões é grande e quando um atleta se machuca, a atenção é voltada
toda pra reabilitação. A fisioterapia é parte importantíssima nessas situações,
durante, antes e depois das partidas.
“Durante o evento esportivo o Fisioterapeuta vai
assistir o atleta no que for necessário, auxiliando durante sua fase de
aquecimento, e após a corrida, realizando desaquecimento, terapias para
relaxamento muscular, e se necessário, alguma técnica Fisioterapêutica para dar
início ao tratamento caso o atleta venha sentir alguma dor ou sofrer algum tipo
de lesão.”
Hoje, já é incontestável a importância
da fisioterapia para a saúde de todos atletas, tanto com prevenção quanto com reabilitação.
No futebol a fisioterapia vem como uma forma de cuidar dos heróis de uma nação,
por exemplo. A responsabilidade é grande, mas aqui no Brasil, temos grandes
nomes nessa área, Luiz Alberto Rosan,
fisioterapeuta da seleção. E em relação aos centros de treinamentos, os clubes
brasileiros têm centros de reabilitação comparados e até melhores que centros
europeus, como é o exemplo o REFFIS do São Paulo.
O
ENA conversou com alguns profissionais e jogadores sobre a importância da
fisioterapia e segundo eles, é de suma importância, veja a baixo a entrevista cedida
por Bruno Nestlehner, fisioterapeuta
no REFFIS do São Paulo:
- ENA: Olá, Bruno. Conte sobre
sua formação, onde e como foi?
-BRUNO: Sou formado pela USP. Tenho
pós-graduação em Fisioterapia esportiva pela UNIFESP.
-ENA: Quais são as principais técnicas usadas em relação
à atenção primaria no futebol?
-BRUNO:
Em relação aos cuidados primeiros com o atleta, a Crioterapia vem na frente
disparado. Nos quadros agudos ela é o recurso mais utilizado. Tanto pela sua
eficácia. Em quadros agudos, quanto pela simplicidade e facilidade de
aplicação.
-ENA:
Um
dos principais objetivos do departamento médico é evitar as lesões, principalmente
com o fortalecimento da musculatura, nesse sentido, como é a relação
Fisioterapeuta x Educador Físico dentro de um grande clube?
-BRUNO: Bom.
Eu posso falar que aqui dentro do SPFC a relação é bastante positiva. Os
trabalhos de força muscular e condicionamento físico global são feitos pela
preparação física. Quando algum desequilíbrio importante é detectado, esse
trabalho de reequilíbrio passa para as mãos dos fisioterapeutas.
-ENA:
O São Paulo com o Reffis é referência em reabilitação esportiva em diversas
partes do Brasil e do mundo também. O
que faz do centro uma referência?
-BRUNO: Sou
suspeito pra falar do REFFIS, pois faço parte da equipe. Mas eu diria que o
sucesso e o reconhecimento que o REFFIS tem, se dão por uma junção de estrutura
física que é impressionante com a qualidade e competência dos profissionais que
aqui trabalham.
-ENA: Por ultimo, agradecer e parabenizar você pelo
trabalho, que você ajude a fisioterapia crescer em todos os aspectos. E como você espera o futuro da fisioterapia
no Brasil?
-BRUNO: Espero
sincera e honestamente que a Fisioterapia seja colocada no patamar que merece.
Essa profissão é muito importante e ajuda muitas pessoas, sejam atletas ou não.
O que eu vejo por aí é um total desrespeito e uma subvalorizarão da profissão.
Espero que isso mude.
O Blog
ENA apoia essa profissão. É fato que é de suma importância que nossos atletas
devem ser bem cuidados. São os tesouros dos nossos times! Da mesma forma que
torcemos para que os craques marquem gols, que venham os títulos, vamos torcer
também pelo sucesso desses profissionais!



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