domingo, 7 de maio de 2017

28 vezes Corinthians!

Deu Corinthians! O Timão confirmou a vantagem e se sagrou Campeão Paulista de 2017.

Diante do mesmo adversário do histórico título de 1977, do fim do jejum. 40 anos depois, neste domingo (7), em Itaquera, um novo capítulo foi escrito. Após ter garantido resultado no primeiro jogo da final. O Corinthians podia perder por até dois gols de diferença; não foi preciso tanto sofrimento.
 
Em casa, com público recorde (46.017 pagantes), o time alvinegro fez valer a defesa consistente. O primeiro tempo ficou mesmo no 0x0, apesar de todas as tentativas da Ponte Preta de chegar ao gol. Um jogo equilibrado; nos 45 minutos finais a Fiel já não escondia a empolgação e esboçava um grito de "é campeão". A euforia que já tomava conta da Arena explodiu, aos 17 minutos com gol de Romero. O título estava encaminhado, nem o gol de empate da Macaca aos 42 minutos conseguiu conter a alegria. Fim de jogo, 1x1 no placar!

Fábio Carille superou as várias críticas, comandou o elenco com méritos, para muitos a "quarta força" do estado. Sem chances para erro, o time foi seguro em campo e agora é campeão estadual. No centésimo jogo da Arena Corinthians, Cássio ergueu a taça, a 28ª do clube. Comemora torcedor!



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Vantagem conquistada


Na tarde do último Domingo (30/04), o Corinthians foi até Campinas enfrentar a Ponte Preta pelo primeiro jogo da final do Campeonato Paulista de 2017. 

O Timão teve atuação brilhante, fazendo valer a defesa sólida e conseguindo chegar ao gol adversário. O time de Carille dominou os donos da casa e agora leva vantagem de três gols para a segunda partida. O dono da bola foi Rodriguinho, marcou duas vezes e deu bela assistência para gol de Jadson.
 
Apesar de toda a festa da torcida da Macaca no Moisés Lucarelli, quem saí satisfeita é a Fiel, que já esgotou ingressos para o dia 7 de Maio, data marcada para a grande decisão. Em Itaquera, o Corinthians pode perder por até dois gols de diferença para se sagrar campeão. Os comandados de Gilson Kleina precisam de quatro gols no tempo normal para erguer a taça, ou pelo menos um placar de três de diferença para levar a decisão às penalidades.

Os dois times tem a semana toda para trabalhar; Fábio Carille buscando o primeiro título como técnico e o primeiro da Arena Corinthians, tem dois desfalques, Gabriel e Rodriguinho, suspensos pelo terceiro cartão amarelo estão de fora. 

O Corinthians, muito contestado no começo da temporada, passou por cima das desconfianças e agora conquista ótima vantagem para repetir o feito do histórico jogo de 77, 40 anos depois, diante da mesma Ponte Preta. É preciso seriedade e respeito com o adversário para um duelo digno de final de Paulistão. Estamos a um passo de conhecer o novo campeão!

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Fontes, brigas e virada heroica

Eu costumo falar que prefiro a Libertadores, que as provocações deixam os jogos mais emocionantes, porém tudo tem limite, as cenas que vimos ontem no fim do jogo são lamentáveis. A equipe uruguaia agiu de forma covarde.
Ontem o Palmeiras no segundo tempo foi exatamente o que a torcida queria ver, aquela vitória tampou a ferida causada pela queda do Paulista. A virada foi heroica, Eduardo Baptista mexeu muito bem no time, Willian foi o homem o jogo, o Jean finalmente acordou. Foram tantos acontecimentos que fica difícil listar tudo aqui.
Fim de jogo e início de uma grande confusão, que ainda vai dar muito o que falar. As provocações começaram no jogo passado, os jogadores do Peñarol estavam todos revoltados com o Felipe Melo. Fim da partida e assim inicia a caçada ao nosso jogador, mas vamos por partes.
A mídia focou suas imagens na corrida do Felipe Melo e o soco que ele acertou no jogador adversário, porém enquanto isso acontecia, 4 jogadores partiam covardemente para cima do Prass. Willian apareceu com o rosto todo machucado e até agora eu não vi o que aconteceu, quem fez aquilo e quantos foram para cima dele, não sei se ele provocou. A maioria dos programas esportivos passam na hora do almoço e nesse horário eu já entrei no estágio, portanto escrevo esse texto ainda com dúvidas.
E para fechar a noite com chave de ouro, Eduardo Baptista surtou com a imprensa, confesso que por essa eu não esperava ele é sempre tão calmo. E é justamente para essa entrevista que eu gostaria de dar foco nesse texto.
Eu sou estudante de jornalismo, estou no segundo ano e justamente de quarta-feira tenho aula de Teorias do jornalismo. Acabamos de encerrar um conteúdo sobre fontes. Eduardo criticou o texto de Juca Kfouri, que optou por proteger suas fontes ao citar possíveis acontecimentos no elenco palmeirense. Quando optamos por preservar nossa fonte, nos tornamos responsáveis por aquilo que foi dito, e foi exatamente isso que aconteceu ontem.
A mídia sempre inventa crises dentro do Palmeiras, sempre diz que tem brigas e elenco rachado, qualquer resultado ruim citam como consequências de um ambiente com um clima desagradável. Como nosso treinador disse, realmente o futebol está virando revista de fofoca.
Na minha opinião se não tem conteúdo para fazer reportagens, não inventa. Assistimos um filme justamente para essa aula de quarta, onde um rapaz forjava suas fontes e a maioria dos seus artigos eram falsos. Então eu me pergunto até que ponto somos capazes de chegar para manter um assunto entre os mais comentados?
Realmente atualmente é difícil, as notícias surgem com grande velocidade, mas agir de má fé não é ético. Não sei o que aconteceu realmente, não posso afirmar se ocorreu ou não um desentendimento, mas pelo jeito que o Eduardo estava alterado, ele me pareceu verdadeiro em suas palavras.
O jornalista pode sim optar por não revelar suas fontes, porém esse ato envolve algumas consequências, como eu já citei. É preciso saber ser jornalista e exercer o jornalismo, acredito que a história de jornalista não precisar de diploma tem dificultado muito essa questão.

Mas, quero encerrar meu texto com algo que eu aprendi nessa minha tão citada matéria, é preciso ter cuidado com suas fontes, elas vão sempre contar suas versões de acordo com seus valores e interesses e nunca se esqueçam ao optar por deixar sua fonte no anonimato, você se torna responsável pelas palavras dela.