quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

6 anos da despedida


Nas mãos de um santo minha devoção



São Marcos, 
Santo! 
Pouco lhe vi jogar. 
O pouco que vi.
As dores já começavam a cobrar. 
Não vi ao vivo seus momentos de glória.
Mas vi ao vivo momentos que me fizeram chorar. 
Quando me perguntam sobre um ídolo, infelizmente não é o seu nome que eu digo. 
Mas, você não é ídolo, Marcos. Você é Santo! 
Há 6 anos atrás você se despedia do futebol, esse dia eu vi, ao vivo e a cores. 
Mais de 38 mil pessoas lotaram o Pacaembu, no dia 12/12/2012, sim no ano de 2012, ano que o Palmeiras foi rebaixado pela segunda vez no mesmo século, dez anos depois da primeira vez. 
Você foi capaz de lotar um estádio, fez com que os torcedores que amarguravam a queda abrissem uma brecha no coração para enfim sorrir. 
E chorar é claro. Lembro como se fosse hoje, eu estava sozinha em casa, aos prantos. 
Você pediu para que nunca nos esquecêssemos de você. Mas, acho que você que se esqueceu. Santo, meu amigo, Santo é eternizado. Você marcou a nossa história, fez parte dela como ninguém. Jogou por amor, recusou dinheiro, agiu como torcedor. Sempre fez o possível e o impossível pelo Palmeiras, até milagre entrou para sua conta. 

Pode ter certeza, que como diz um belo canto da nossa escola de samba, Nas mãos de um Santo sempre estará nossa devoção! 

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Quem tem mais, tem 10

Resultado de imagem para palmeiras campeão



  
O Deca chegou, chegou na hora que alguns palmeirenses já guardavam a bandeira, esperavam que o grito de campeão sairia apenas no próximo domingo, muitos faziam eternas contas, o coração quase batia aliviado, só mais um empate na próxima rodada e o título enfim era nosso, mas adiar o grito para que? Dava para comemorar naquele domingo, dava para sair gritando na rua, mesmo com tanta chuva caindo.
  Deyverson entrou para por fogo na partida, fogo aquele que o Borja sempre apaga. Deyverson, o menino tanto criticado pela torcida, muitas vezes até maluquinho, sem chip, sem papas na língua, o cara que não sabe conter as emoções, mas sabe fazer gol. Bastou Felipão chegar e mostrar para o menino o que é confiança, que enfim sua estrela brilhou, só faltando alguém dizer: "Vai e faz" que ele fez. E fez nada mais, nada menos, que o gol do título.
  Ah Felipão, nós sabíamos que você não viria só por vir, foi você chegar que sabíamos que treinador não seria mais o nosso problema, nós sempre confiamos em você. E falavam que não viraria nada, que você já está ultrapassado, quanta falta de respeito com uma lenda. Que milagre fez esse homem, que colocou identidade em um time que andava tão perdido. Elenco forte, patrocínio forte, mas um time apático em campo. Fora das quatro linhas, uma torcida sem paciência, um ídolo vaiado quase indo para China, parecia que o ano estava quase perdido para o Palmeiras. Mas, o homem chegou, colocou ordem na casa, recuperou identidade de um time que tinha tudo para ser campeão, mas não conseguia encontrar forças para lutar.
  Não apresentamos um futebol brilhante, mas fomos campeões e é isso que importa no fim de tudo, com a calma de um treinador que sabe o que faz o Palmeiras foi fazendo sua parte sem se afobar, aos poucos o título ia chegando, e antes tarde do que nunca. Ainda assim, fomos campeões com antecedência.
  Que milagre fez Felipão, que conseguiu fazer com que Felipe Melo se acalmasse, com que Deyverson jogasse bola e que Dudu voltasse a ser o jogador que conseguiu virar ídolo da torcida.
  Ah Dudu, como é bom te ver jogar bola de verdade, mostrar o futebol que gostamos de ver, o futebol que conquistou a torcida palmeirense, você sabe bem lá no fundo que de fato é ídolo.
  E por se falar em ídolo, Felipe Melo, considerar ou não? Em meio a tantos cartões e porradas, sempre fica esse questionamento, como ídolo ou não, ele já mandou a letra "Entrei para história", e de fato entrou, ninguém vai esquecer sua raça, suas vibrações ao ganhar uma divida, e pode ter certeza que um dia a torcida ainda vai dizer: "Precisamos de jogadores que honrem a camisa como Felipe Melo honrava". E honrou, não importa como foi toda essa história, mas honrou, entregou-se, vibrou, sentiu como a torcida sentiu, e chorou. Como pode o durão do Felipe Melo chorar? Até o Deyverson fez questão de ressaltar ao vivo que, o Pit Bull chorou.
  Para quem estava na torcida, quase impossível falar sobre tudo que sentimos desde o fim da Copa do Mundo, as incertezas do que estava por fim, o sonho da Libertadores que não chegou, a amarga derrota contra o Cruzeiro na Copa do Brasil, sem falar da ferida ainda aberta de perder o Campeonato Paulista para seu maior rival.
  Tanto medo de ter o melhor elenco e passar o ano em branco. Faltou confiança muitas vezes, mas nunca faltou esperança.
  Aliás, esperança é verde, é Palmeiras, é Deca!!
  Quem tem mais, tem 10, quem não tem corre atrás!! 

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Quando a solução vira o problema - parte 3


Primeiramente: Não aguento mais!

Muito tempo que não escrevo aqui e não sei se isso é bom ou não, mas sei que o motivo que me fez retornar não é tão legal assim. Na verdade não é o motivo de eu ter voltado, o tempo é o grande responsável por isso, porque trabalhar e estudar não é nada fácil, não é mesmo?
Mas o assunto aqui não é esse, eu quero entender o motivo que faz o São Paulo trocar de técnico em todos os momentos, eu simplesmente não aguento mais, virou rotina e uma ilusória solução de problemas. Não é a primeira vez que demissão de técnicos é assunto por aqui, já falei sobre o Ceni e sobre o Dorival Jr também, e sinceramente? Já deu!

O São Paulo não tem constância em absolutamente nada: no bom rendimento, no trabalho de técnicos, no clima dos vestiários e eu não sei vocês, mas pra mim isso não é normal. O Aguirre não é o melhor técnico do mundo, mas por que razão há um tempo atrás ele era incrível? Por que ninguém queria que a seleção uruguaia contratasse ele? Infelizmente, para muitos, técnico é descartável.

Eu gostei muito do trabalho do Aguirre até aqui, ele falhou muito nesse segundo turno, com algumas coisas que não poderiam ter acontecido (R. Caio no lugar de Arboleda e Sidão titular são apenas algumas), mas isso pra mim não é motivo, pelo menos não enquanto estiver faltando 5 rodadas para o fim do campeonato! A culpa é de quem? Dos jogadores, da comissão, da torcida? 

Quando ele chegou, eu torci o nariz, porque não gosto de técnico entrando e saindo TODA HORA, mas resolvi espera-lo começar os trabalhos e então fiquei super feliz.
Só quero lembrar vocês que Aguirre arrumou nossa zaga, levou o time ao primeiro lugar no campeonato, acreditou em todo mundo ali. Seus números foram muito bons e só perdemos com esse ocorrido.

Estou muito decepcionada com essa decisão, pois pra mim isso é atitude de quem não quer títulos, mas quer bagunça, enquanto o São Paulo não cair, ninguém sossega, né não?!

Nada poderei fazer, além de desejar um bom trabalho para o Jardine, que ele esteja preparado, porque aqui o negócio não é brincadeira não. A galera tolera corpo mole de jogador, mas no primeiro resultado negativo do técnico tudo o que mais querem é vê-lo fora.
Classificação pra Libertadores virou luxo agora!
MAS SOU SÃO-PAULINA E NÃO DESISTO NUNCA, ENTÃO VAMOS, SÃO PAULO!

Desde 2009, esse é o aproveitamento dos técnicos que passaram pelo São Paulo:

Fonte: Twitter/Reprodução @tricovo

PAUSA NA INDIGNAÇÃO PARA PARABENIZAR ELE, O MELHOR, ROGÉRIO CENI! Começou a treinar Fortaleza sem muita expectativa, que não tinha a visão de ser campeão, mas lutar para subir e com seu DNA de vencedor, costumado a ganhar título com time tricolor, levou o clube Cearense à conquista da Série B 2018. 
Parabéns, meu técnico. Merece DEMAIS, DEMAIS MESMO! Não é o São Paulo, mas é você, e isso é motivo de muita felicidade! Orgulho define!

Aproveito para lembrar aqui um post que iz sobre ele! Dá uma conferida, clique aqui.

Crédito: Gazeta Esportiva / Foto: Dudu Oliveira/FEC

A nós, são-paulinos, desejo muita paciência!