segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Quem tem mais, tem 10

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O Deca chegou, chegou na hora que alguns palmeirenses já guardavam a bandeira, esperavam que o grito de campeão sairia apenas no próximo domingo, muitos faziam eternas contas, o coração quase batia aliviado, só mais um empate na próxima rodada e o título enfim era nosso, mas adiar o grito para que? Dava para comemorar naquele domingo, dava para sair gritando na rua, mesmo com tanta chuva caindo.
  Deyverson entrou para por fogo na partida, fogo aquele que o Borja sempre apaga. Deyverson, o menino tanto criticado pela torcida, muitas vezes até maluquinho, sem chip, sem papas na língua, o cara que não sabe conter as emoções, mas sabe fazer gol. Bastou Felipão chegar e mostrar para o menino o que é confiança, que enfim sua estrela brilhou, só faltando alguém dizer: "Vai e faz" que ele fez. E fez nada mais, nada menos, que o gol do título.
  Ah Felipão, nós sabíamos que você não viria só por vir, foi você chegar que sabíamos que treinador não seria mais o nosso problema, nós sempre confiamos em você. E falavam que não viraria nada, que você já está ultrapassado, quanta falta de respeito com uma lenda. Que milagre fez esse homem, que colocou identidade em um time que andava tão perdido. Elenco forte, patrocínio forte, mas um time apático em campo. Fora das quatro linhas, uma torcida sem paciência, um ídolo vaiado quase indo para China, parecia que o ano estava quase perdido para o Palmeiras. Mas, o homem chegou, colocou ordem na casa, recuperou identidade de um time que tinha tudo para ser campeão, mas não conseguia encontrar forças para lutar.
  Não apresentamos um futebol brilhante, mas fomos campeões e é isso que importa no fim de tudo, com a calma de um treinador que sabe o que faz o Palmeiras foi fazendo sua parte sem se afobar, aos poucos o título ia chegando, e antes tarde do que nunca. Ainda assim, fomos campeões com antecedência.
  Que milagre fez Felipão, que conseguiu fazer com que Felipe Melo se acalmasse, com que Deyverson jogasse bola e que Dudu voltasse a ser o jogador que conseguiu virar ídolo da torcida.
  Ah Dudu, como é bom te ver jogar bola de verdade, mostrar o futebol que gostamos de ver, o futebol que conquistou a torcida palmeirense, você sabe bem lá no fundo que de fato é ídolo.
  E por se falar em ídolo, Felipe Melo, considerar ou não? Em meio a tantos cartões e porradas, sempre fica esse questionamento, como ídolo ou não, ele já mandou a letra "Entrei para história", e de fato entrou, ninguém vai esquecer sua raça, suas vibrações ao ganhar uma divida, e pode ter certeza que um dia a torcida ainda vai dizer: "Precisamos de jogadores que honrem a camisa como Felipe Melo honrava". E honrou, não importa como foi toda essa história, mas honrou, entregou-se, vibrou, sentiu como a torcida sentiu, e chorou. Como pode o durão do Felipe Melo chorar? Até o Deyverson fez questão de ressaltar ao vivo que, o Pit Bull chorou.
  Para quem estava na torcida, quase impossível falar sobre tudo que sentimos desde o fim da Copa do Mundo, as incertezas do que estava por fim, o sonho da Libertadores que não chegou, a amarga derrota contra o Cruzeiro na Copa do Brasil, sem falar da ferida ainda aberta de perder o Campeonato Paulista para seu maior rival.
  Tanto medo de ter o melhor elenco e passar o ano em branco. Faltou confiança muitas vezes, mas nunca faltou esperança.
  Aliás, esperança é verde, é Palmeiras, é Deca!!
  Quem tem mais, tem 10, quem não tem corre atrás!! 

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Quando a solução vira o problema - parte 3


Primeiramente: Não aguento mais!

Muito tempo que não escrevo aqui e não sei se isso é bom ou não, mas sei que o motivo que me fez retornar não é tão legal assim. Na verdade não é o motivo de eu ter voltado, o tempo é o grande responsável por isso, porque trabalhar e estudar não é nada fácil, não é mesmo?
Mas o assunto aqui não é esse, eu quero entender o motivo que faz o São Paulo trocar de técnico em todos os momentos, eu simplesmente não aguento mais, virou rotina e uma ilusória solução de problemas. Não é a primeira vez que demissão de técnicos é assunto por aqui, já falei sobre o Ceni e sobre o Dorival Jr também, e sinceramente? Já deu!

O São Paulo não tem constância em absolutamente nada: no bom rendimento, no trabalho de técnicos, no clima dos vestiários e eu não sei vocês, mas pra mim isso não é normal. O Aguirre não é o melhor técnico do mundo, mas por que razão há um tempo atrás ele era incrível? Por que ninguém queria que a seleção uruguaia contratasse ele? Infelizmente, para muitos, técnico é descartável.

Eu gostei muito do trabalho do Aguirre até aqui, ele falhou muito nesse segundo turno, com algumas coisas que não poderiam ter acontecido (R. Caio no lugar de Arboleda e Sidão titular são apenas algumas), mas isso pra mim não é motivo, pelo menos não enquanto estiver faltando 5 rodadas para o fim do campeonato! A culpa é de quem? Dos jogadores, da comissão, da torcida? 

Quando ele chegou, eu torci o nariz, porque não gosto de técnico entrando e saindo TODA HORA, mas resolvi espera-lo começar os trabalhos e então fiquei super feliz.
Só quero lembrar vocês que Aguirre arrumou nossa zaga, levou o time ao primeiro lugar no campeonato, acreditou em todo mundo ali. Seus números foram muito bons e só perdemos com esse ocorrido.

Estou muito decepcionada com essa decisão, pois pra mim isso é atitude de quem não quer títulos, mas quer bagunça, enquanto o São Paulo não cair, ninguém sossega, né não?!

Nada poderei fazer, além de desejar um bom trabalho para o Jardine, que ele esteja preparado, porque aqui o negócio não é brincadeira não. A galera tolera corpo mole de jogador, mas no primeiro resultado negativo do técnico tudo o que mais querem é vê-lo fora.
Classificação pra Libertadores virou luxo agora!
MAS SOU SÃO-PAULINA E NÃO DESISTO NUNCA, ENTÃO VAMOS, SÃO PAULO!

Desde 2009, esse é o aproveitamento dos técnicos que passaram pelo São Paulo:

Fonte: Twitter/Reprodução @tricovo

PAUSA NA INDIGNAÇÃO PARA PARABENIZAR ELE, O MELHOR, ROGÉRIO CENI! Começou a treinar Fortaleza sem muita expectativa, que não tinha a visão de ser campeão, mas lutar para subir e com seu DNA de vencedor, costumado a ganhar título com time tricolor, levou o clube Cearense à conquista da Série B 2018. 
Parabéns, meu técnico. Merece DEMAIS, DEMAIS MESMO! Não é o São Paulo, mas é você, e isso é motivo de muita felicidade! Orgulho define!

Aproveito para lembrar aqui um post que iz sobre ele! Dá uma conferida, clique aqui.

Crédito: Gazeta Esportiva / Foto: Dudu Oliveira/FEC

A nós, são-paulinos, desejo muita paciência!

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Do sonho de garoto à realidade no mundo do futebol




Fabrício Daniel, atualmente com 21 anos, inspirado pelo irmão e com o apoio da família, começou a traçar seus objetivos no mundo do futebol ainda quando criança. Foi vice-campeão da Copa Paulista pela Ferroviária e hoje, já no Santos, almeja uma vaga na equipe profissional. 

Como surgiu o sonho 

O atacante conta que no começo ele tinha vontade de jogar futebol apenas para se divertir, tinha o esporte apenas como forma de lazer.  Mas, a vontade mesmo de tornar o hobby uma carreira veio assistindo televisão, o clima contagiante da torcida e todo glamour que envolve o futebol brasileiro conquistou o jogador que a partir de então passou a se esforçar para alcançar seu objetivo. 

As dificuldades

Para Fabrício as dificuldades que ele enfrentou não foi muito diferente das mesmas que vários atletas passaram. Muitos clubes não possuem estrutura adequada para auxiliar no desenvolvimento profissional do atleta. 
Começou nas categorias de base do São Paulo, mas acabou não ficando, passou então a defender a camisa de clubes menores. Disputou o Paulista sub-15 pelo Palmeirinha , onde passou muita dificuldade, principalmente com alojamento e alimentação, sem contar que por lá não havia ajuda de custo. O próximo clube foi o Paulistinha e as dificuldades encontradas foram as mesmas que no clube anterior. O sonho de ser um grande jogador fez com que o atacante continuasse mesmo diante de tanta dificuldade e foi assim que recebeu um convite para defender as cores da Ferroviária, onde fez um bom trabalho no sub-17 e acabou se profissionalizando. Na sua passagem pela equipe principal do time grená o jogador fez sucesso, logo no primeiro jogo sua estrela brilhou e começou sua história da melhor forma que um atacante pode começar, marcando gol. Depois de uma bela campanha e um vice-campeonato na Copa Paulista, Fabrício recebeu uma proposta do Santos e então foi vendido. E hoje defende as cores do clube praiano. 
Com 14 anos, foi o período mais difícil de toda carreira, escutou muito “não” de clubes, além dos colegas de escolas duvidarem do seu talento. Para muitos o atacante estava sendo egocêntrico, enquanto que na verdade, a luta era constante para que o objetivo fosse conquistado. Sair do interior paulista não é uma tarefa fácil, defender camisas de renome no futebol brasileiro custa mais energia do que o mostrado pela mídia, mas apesar de tudo que havia contra, Fabrício resolveu usar todos os obstáculos a seu favor.

Coisa de irmão 


O talento para o futebol vem de família. Felipe David é irmão mais velho do Fabrício e também escreveu sua história no esporte, inclusive os dois já chegaram a defender a mesma camisa na Copa São de Futebol Júnior, pela Ferroviária de Araraquara. Porém foram muitas as vezes em que foram rivais em campo. “Jogar ao lado do meu irmão é uma coisa sem igual, além de ter uma admiração por ele e um amor muito grande, eu sempre conversava com ele e nós nos entendemos, o que facilitava muito, porque o que o resto da equipe não me entendia, ele entendia” alega, Fabrício.
Com apenas um ano de diferença de idade, Fabrício e Felipe lutam juntos para a conquista dos sonhos do atacante. Como sempre foram companheiros, o irmão mais velho viu toda a dificuldade enfrentada por Fabrício para que o sonho até então passasse a se tornar real.
Felipe conta que costumava a ver o irmão treinando no quintal de casa. Ele treinava chutes a gol e dribles, uma das principais características do jogador. Quem vê o sucesso, geralmente não vê o esforço feito para chegar até ele, mas a família do atacante sabe que ele é merecedor de tudo de bom que acontece em sua carreira e o maior sonho desta família é ver o Fabrício defender as cores da Seleção Brasileira. 

O irmão ainda destacou que muitos não acreditavam no Fabrício, diziam que ele não tinha futebol para chegar longe e que tudo que ele estava traçando era apenas conversa, ressalta ainda que só quem esteve ao seu lado de verdade viu o tanto que ele lutou e ainda luta para se diferenciar dos demais atletas. Em um mundo concorrido como o do esporte sabemos que tem mais chances aquele que realmente da o seu máximo para se destacar.
Felipe ainda ressalta que saber que ele passou por tanta dificuldade, mas mesmo assim nunca desistiu faz com o orgulhe seja ainda maior.

Planos para o futuro 

Quando questionado sobre seus planos para o futuro, Fabrício não pensa duas vezes: pretende conquistar seu espaço na equipe profissional do Santos, ou até mesmo em outro clube da Série A, para que assim possa chegar à tão sonhada Europa e mudar a vida da família, além de se consolidar como o grande jogador que sempre quis ser. 

Recado para quem quer seguir carreira no mundo do futebol

Quem vê o glamour do futebol da Série A não imagina os obstáculos que precisam ser superados para chegar ao tão sonhado sucesso. Fabrício deixa um recado para os garotos que pretendem se tornar jogador de futebol: “Tenham fé em Deus e acreditem em vocês, muitos diziam que eu não chegaria, mas eu trabalhei para conseguir; todos os dias eu dava o meu melhor e fazia muito mais do que eu precisava para evoluir o meu trabalho e o meu individual” afirma.