quinta-feira, 27 de abril de 2017

Fontes, brigas e virada heroica

Eu costumo falar que prefiro a Libertadores, que as provocações deixam os jogos mais emocionantes, porém tudo tem limite, as cenas que vimos ontem no fim do jogo são lamentáveis. A equipe uruguaia agiu de forma covarde.
Ontem o Palmeiras no segundo tempo foi exatamente o que a torcida queria ver, aquela vitória tampou a ferida causada pela queda do Paulista. A virada foi heroica, Eduardo Baptista mexeu muito bem no time, Willian foi o homem o jogo, o Jean finalmente acordou. Foram tantos acontecimentos que fica difícil listar tudo aqui.
Fim de jogo e início de uma grande confusão, que ainda vai dar muito o que falar. As provocações começaram no jogo passado, os jogadores do Peñarol estavam todos revoltados com o Felipe Melo. Fim da partida e assim inicia a caçada ao nosso jogador, mas vamos por partes.
A mídia focou suas imagens na corrida do Felipe Melo e o soco que ele acertou no jogador adversário, porém enquanto isso acontecia, 4 jogadores partiam covardemente para cima do Prass. Willian apareceu com o rosto todo machucado e até agora eu não vi o que aconteceu, quem fez aquilo e quantos foram para cima dele, não sei se ele provocou. A maioria dos programas esportivos passam na hora do almoço e nesse horário eu já entrei no estágio, portanto escrevo esse texto ainda com dúvidas.
E para fechar a noite com chave de ouro, Eduardo Baptista surtou com a imprensa, confesso que por essa eu não esperava ele é sempre tão calmo. E é justamente para essa entrevista que eu gostaria de dar foco nesse texto.
Eu sou estudante de jornalismo, estou no segundo ano e justamente de quarta-feira tenho aula de Teorias do jornalismo. Acabamos de encerrar um conteúdo sobre fontes. Eduardo criticou o texto de Juca Kfouri, que optou por proteger suas fontes ao citar possíveis acontecimentos no elenco palmeirense. Quando optamos por preservar nossa fonte, nos tornamos responsáveis por aquilo que foi dito, e foi exatamente isso que aconteceu ontem.
A mídia sempre inventa crises dentro do Palmeiras, sempre diz que tem brigas e elenco rachado, qualquer resultado ruim citam como consequências de um ambiente com um clima desagradável. Como nosso treinador disse, realmente o futebol está virando revista de fofoca.
Na minha opinião se não tem conteúdo para fazer reportagens, não inventa. Assistimos um filme justamente para essa aula de quarta, onde um rapaz forjava suas fontes e a maioria dos seus artigos eram falsos. Então eu me pergunto até que ponto somos capazes de chegar para manter um assunto entre os mais comentados?
Realmente atualmente é difícil, as notícias surgem com grande velocidade, mas agir de má fé não é ético. Não sei o que aconteceu realmente, não posso afirmar se ocorreu ou não um desentendimento, mas pelo jeito que o Eduardo estava alterado, ele me pareceu verdadeiro em suas palavras.
O jornalista pode sim optar por não revelar suas fontes, porém esse ato envolve algumas consequências, como eu já citei. É preciso saber ser jornalista e exercer o jornalismo, acredito que a história de jornalista não precisar de diploma tem dificultado muito essa questão.

Mas, quero encerrar meu texto com algo que eu aprendi nessa minha tão citada matéria, é preciso ter cuidado com suas fontes, elas vão sempre contar suas versões de acordo com seus valores e interesses e nunca se esqueçam ao optar por deixar sua fonte no anonimato, você se torna responsável pelas palavras dela. 

sábado, 22 de abril de 2017

Derrota amarga

Nitidamente o Palmeiras perdeu a classificação em Campinas no primeiro jogo, mas custou aos torcedores acreditar, afinal, apenas olhem o nosso elenco.
No primeiro jogo, todos os jogadores estavam mortos, não tinham reação nenhuma, apenas assistiam a Ponte abrir 3 gols de vantagem, como um público sem interação nenhuma com o veiculo e a mensagem. Mas, nós sabemos como esses gols custaram caro.
No segundo jogo, em casa, torcida presente, apesar de ser muito difícil reverter o placar. Um fio de esperança estava presente no coração de cada torcedor. Eduardo mudou o esquema, mas a meu ver pecou, demorou demais para mexer, talvez o jogo fosse para o Keno, ou quem sabe para o Bigode.

Avaliando a arbitragem, nada imparcial. Muitos dizem que criticar a arbitragem após um jogo perdido é arrumar desculpas. Mas, vamos contar: 1, 2, 3,4. Q-U-A-T-R-O! Pênaltis não marcados e um gol mal anulado. Dudu sua reação foi a nossa, o juiz conseguiu exaltar os ânimos de todo mundo.
Nós éramos o favorito para ganhar esse Paulista, formamos um grande elenco, apostamos em jogadores que estão deixando a desejar.
Logico que depois de uma eliminação ficamos com uma visão pessimista, mas a forma que perdemos o primeiro o jogo deixou no coração um vazio imenso, parecia que o Palmeiras não estava em campo.
Favorito, grande elenco, jogadores com grande talento individual e uma derrota amarga para conta, é meus amigos, o que vale é bola na rede, o resto é enfeite.
  

quinta-feira, 16 de março de 2017

Apenas sentimentos

É preciso falar sobre o jogo de ontem, não de um ponto de vista técnico, acredito que a maioria dos jornais hoje já noticiaram que o tão forte Palmeiras não está nos mostrando o que tanto queremos ver nessa Libertadores.
Vamos falar hoje dos sentimentos que o jogo de ontem causou em uma sala cheia de palmeirenses, para completar o cenário, estávamos em uma festa de aniversário. Cheguei na festa e o jogo já estava nos 30 minutos do primeiro tempo, em dias de jogo parece que o caminho da faculdade até o meu destino é uma eternidade.
Foi decepcionante chegar e ver que o jogo ainda estava 0 a 0, eu realmente estava esperando que o Palmeiras vencesse tranquilamente com placar recheado de gols. Ao fim do primeiro tempo era visível que os ânimos estavam exaltados e que ali dentro cada um sentia algo diferente.
Falaremos então dos meus sentimentos, naquele momento senti um pouco de medo, sim medo! O campeonato brasileiro ano passado fez com que eu criasse esperanças, a saída do Cuca diminuiu significativamente essas esperanças e assim eu fui perdendo uma pequena porcentagem desse sentimento a cada acontecimento.
Depois daquela vitória maravilhosa contra o São Paulo e do contentamento diante do futebol que o Dudu tem apresentado eu disfarcei a minha insatisfação com alguns detalhes, porém ontem ela voltou, certamente não cabe falar sobre ela num texto como esse, mas tudo isso serve de introdução para um único momento.

Final de jogo, o Palmeiras estava no seu segundo jogo pela Libertadores, estava conquistando apenas um ponto em um jogo dentro de casa. Eu me ajoelhei no chão da sala sem nem pensar que nem na minha casa eu estava, eu pedi baixinho para que o gol saísse naquele momento, até que finalmente a bola entrou, era como se fosse uma explosão o grito de todos aqueles palmeirenses, no fim de tudo um largo sorriso que permaneceu até as insatisfações novamente voltarem.